As principais centrais sindicais do país divulgaram nota pública em defesa da redução da jornada de trabalho e da adoção da escala 5×2, em substituição ao modelo 6×1. A pauta ganhou força nos últimos anos como reação à reforma trabalhista de 2017. O fim da escala 6×1 também impacta o serviço público.
Atualmente, a Constituição estabelece jornada semanal de 44 horas, distribuídas conforme negociação coletiva. Em diversas categorias — como bancários, petroleiros, metalúrgicos, químicos, farmacêuticos e profissionais da tecnologia da informação — já vigora a jornada de 40 horas semanais, fruto de acordos sindicais. Para as centrais, esses avanços demonstram o papel da negociação.
Mobilização sindical
Segundo a nota, a proposta em tramitação no Congresso Nacional é resultado da mobilização sindical e representa um passo importante para ampliar a empregabilidade, elevar a produtividade com qualidade e promover mobilidade social. “A expectativa é de que os parlamentares tenham sensibilidade social e compreensão dos avanços representados pela redução da jornada e pelo fim da escala 6×1”, afirmam as entidades.
Sinpro discute desafios no DF
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Distrito Federal representa mais do que uma modalidade de ensino; é um instrumento de reparação, inclusão social e esperança. Durante o segundo dia da Semana Pedagógica do Sinpro, palestrantes, professores(as), orientadores(as) educacionais e diretores(as) do sindicato debateram os avanços e desafios do segmento no DF. Apesar de seu papel fundamental — ao permitir a retomada dos estudos, a certificação e a ressignificação da vida de milhares de pessoas —, a EJA enfrenta o descaso do GDF.
Complexidades do EJA
Cláudio Passos, professor da Secretaria de Educação do DF, lembra que a EJA possui uma série de complexidades, fato que exige mais estrutura e comprometimento do governo. “Nossa realidade é de uma demanda por educação especial, com alunos com deficiências múltiplas e transtornos globais do desenvolvimento, por exemplo, falta de recursos e de educadores”.
Concurso para a PM
Cargo de soldado da PMERJ exige nível médio | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Um perfil no Instagram (Pedro Auar Concursos) deu a informação e o governador Cláudio Castro não desmentiu: está autorizado um novo concurso com a oferta de duas mil vagas para soldados da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). O certame deve ocorrer no segundo semestre deste ano.
Oficiais
O secretário da PM, coronel Marcelo Menezes, já havia antecipado a realização do certame e informou também sobre outro concurso, com cem vagas para o Curso de Formação de Oficiais (CFO).
As convocações, no entanto, só devem acontecer a partir de 2027, já sob a administração do próximo governador.
Renovação
“Este ano é ano de eleições e teremos outro governador. Então já vou deixar prontinho para, o que couber dentro do orçamento dele, ele fazer a programação de ir chamando para a gente ter uma tropa (da Polícia Militar) sempre renovada e rejuvenescida”, afirmou o governador Cláudio Castro.
Remuneração
O cargo de soldado da PMERJ exige nível médio e oferece remuneração inicial de R$ 2.956,40 durante o curso de formação, passando para R$ 5.233,88 após a formatura.
Não ficou claro, no entanto, se haverá oferta de vagas para mulheres (PMFem) no concurso que deve ser realizado neste ano, com posse para 2027.
Certame anterior
O último concurso para soldados da PMERJ foi realizado em 2024, sob organização da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na ocasião, foram ofertadas duas mil vagas, mas o governo autorizou a convocação de mais dois mil excedentes, totalizando quatro mil novos soldados na corporação.
CBMERJ
Nessa semana foi publicada a dispensa de licitação que confirma o Instituto AOCP como o organizador do novo concurso CBMERJ para o Serviço Militar Temporário Voluntário (SMTV). O próximo passo será a assinatura do contrato entre o Instituto AOCP e o Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro.