Os aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm até 14 de fevereiro para pedir o ressarcimento do desconto de mensalidade associativa feito indevidamente no pagamento, explicou o presidente do INSS, Gilberto Waller, ao programa A Voz do Brasil.
Ao Correio da Manhã, Waller explicou que é preciso se atentar que são duas situações distintas: “Quem ainda não contestou precisa contestar, e aqueles que já percorreram todo o processo precisam aderir ao acordo de ressarcimento (homologado no Supremo Tribunal Federal)”.
O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, acrescenta que antes de pedir o ressarcimento é preciso que o beneficiário faça a contestação do desconto. “O fluxo é o mesmo, a data que foi alterada”.
MPS determinou dilação do prazo
Ministro da Previdência, Wolney Queiroz, ampliou o prazo | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O prazo original se encerraria em 14 de novembro, mas o Ministério da Previdência Social decidiu ampliar o período para garantir que todos os afetados possam registrar seus pedidos, informou ao Correio da Manhã, o ministro da Previdência Wolney Queiroz.
O esquema de descontos indevidos foi revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou fraudes em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades associativas.
Como pedir o ressarcimento
De acordo com o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, cerca de 6,2 milhões de beneficiários contestaram descontos indevidos do INSS, dos quais 4,1 milhões de beneficiários já foram ressarcidos, em valores que somam R$ 2,8 bilhões. O governo estima, no entanto, que ainda existam 3 milhões de aposentados e pensionistas aptos a solicitar a devolução.
Os beneficiários podem fazer a contestação do desconto pelos canais oficiais do INSS: aplicativo ou site Meu INSS, Central de Atendimento 135 e agências dos Correios.
União entre entes governamentais
Na entrevista, Gilberto Waller ressaltou o esforço coordenado de órgãos federais para ressarcir as vítimas dos descontos não autorizados. O presidente do INSS também destacou a união entre o instituto, a Advocacia-Geral da União (AGU), a CGU e a Polícia Federal para rastrear os recursos desviados e entrar com ações na Justiça para recuperar o dinheiro.
Bolsa de Valores
Mercado otimista com as projeções econômicas | Foto: Rperodução
No ano passado, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) alcançou uma marca histórica ao realizar um total de 75 leilões, que resultaram em R$ 243,8 bilhões em investimentos. O número supera o desempenho de 2024, quando foram realizados 64 leilões com contratos que geraram R$ 180 bilhões em investimentos.
Investimentos
Esses projetos rodoviários, segundo a B3, somaram R$ 106,6 bilhões em investimentos. Também teve destaque na bolsa a área de saneamento, com oito pregões realizados em 2025 e investimentos previstos de R$ 44,5 bilhões; o setor de energia, com cinco certames, que geraram R$ 5,5 bilhões.
98 ativos
Segundo a B3, os leilões do ano passado fizeram com que 98 ativos públicos fossem concedidos para a iniciativa privada, com expectativa de gerar até 1,6 milhão de empregos diretos e indiretos. O setor rodoviário concentra a maior parte desses pregões: 20 leilões, o dobro do ano anterior.
Superávit
O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.
Ano anterior
Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões. Para 2026, o ministério estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões.
Portos
Já no setor portuário foram realizados sete leilões portuários, que totalizaram R$ 5,9 bilhões em investimentos. Entre eles está o do Porto de Paranaguá, maior investimento já contratado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) na B3 e um marco para o setor portuário nacional por se tratar do primeiro canal de acesso brasileiro a ser leiloado.