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Economia e Orçamento

Tesouro Direto amplia opções de investimento com lançamento do Tesouro Reserva

por Editor 16 de maio de 2026
16 de maio de 2026 0 comentários
Títulos públicos são emitidos pelo governo federal para financiar a dívida pública Crédito: Ilustração/Imagem gerada por IA
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Programa do Tesouro Nacional reúne títulos atrelados à Selic, inflação e juros prefixados, além de modalidades voltadas à aposentadoria e ao planejamento educacional.

Com a chegada do Tesouro Reserva, o Tesouro Nacional agora conta com seis modalidades de títulos públicos voltadas a objetivos como reserva de emergência, proteção contra a inflação, aposentadoria e planejamento educacional. Os papéis do Tesouro Direto possuem regras diferentes de rentabilidade, prazo e pagamento de rendimentos.

Os títulos públicos são emitidos pelo governo federal para financiar a dívida pública. Em troca, o investidor recebe uma remuneração definida pelas regras de cada papel. As aplicações podem ser feitas pela internet, por meio de bancos e corretoras habilitados, com valores acessíveis.

Atualmente, o programa reúne títulos atrelados à taxa Selic, à inflação oficial e a juros prefixados, além de modalidades voltadas ao recebimento de renda mensal futura.

Tesouro Reserva

O Tesouro Reserva foi lançado em 2026 como modalidade voltada à formação de reserva de emergência. O produto acompanha a rentabilidade do Tesouro Selic, seguindo as variações da taxa básica de juros da economia.

A principal diferença em relação aos demais títulos do Tesouro Direto é o funcionamento contínuo. O investidor pode realizar aplicações e resgates em qualquer horário, inclusive durante fins de semana e feriados. Nos demais papéis, as operações seguem horários específicos do mercado financeiro.

O produto foi criado para ampliar o acesso a investimentos com liquidez imediata em ambiente digital. A proposta é permitir movimentações rápidas para quem precisa de acesso frequente aos recursos aplicados.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título pós-fixado cuja rentabilidade acompanha a taxa básica de juros definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Esse papel é utilizado principalmente para reserva de emergência por apresentar menor oscilação de preço em relação a outros títulos públicos. O investidor pode solicitar resgate antes do vencimento, e o Tesouro Nacional recompra os papéis em dias úteis.

O rendimento varia conforme as mudanças da Selic ao longo do período da aplicação. Quando a taxa básica sobe, a rentabilidade do título também tende a aumentar.

Tesouro Prefixado

O Tesouro Prefixado oferece uma taxa de juros definida no momento da compra. Quem mantém o papel até o vencimento recebe a rentabilidade contratada no ato da aplicação.

Se um investidor compra um título com taxa de 12% ao ano, por exemplo, esse será o rendimento anual até o vencimento, independentemente das mudanças futuras na Selic ou na inflação.

Antes do vencimento, o valor do título oscila conforme as condições do mercado. Por isso, quem vende antecipadamente pode receber valor maior ou menor do que o investido inicialmente.

Há versões tradicionais e modalidades com pagamento semestral de juros. Nesse modelo, parte da remuneração é transferida ao investidor a cada seis meses.

Tesouro IPCA+

O Tesouro IPCA+ combina inflação e juros fixos. A remuneração é formada pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) somada a uma taxa prefixada.

Na prática, o investidor recebe a inflação acumulada no período mais uma taxa previamente definida. Um título com remuneração de IPCA + 6% ao ano, por exemplo, garante retorno equivalente à inflação registrada no período acrescida de 6%.

O objetivo desse tipo de papel é preservar o poder de compra dos recursos ao longo do tempo. O Tesouro IPCA+ costuma ser utilizado em estratégias de médio e longo prazo.

Assim como ocorre com os títulos prefixados, o preço do papel oscila antes do vencimento. Também existem versões com pagamento semestral de juros.

Tesouro RendA+

O Tesouro RendA+ foi criado para planejamento de aposentadoria. O título possui duas etapas: acumulação e recebimento de renda.

Na fase inicial, o investidor acumula recursos até a data escolhida. Depois disso, passa a receber pagamentos mensais por um período de 20 anos.

Os valores pagos são corrigidos pela inflação. O investidor define no momento da compra quando deseja iniciar o recebimento da renda mensal.

Durante a fase de acumulação, não há pagamento periódico de juros. O rendimento permanece incorporado ao valor do título até o início dos pagamentos.

Tesouro Educa+

O Tesouro Educa+ segue modelo semelhante ao RendA+, mas voltado ao planejamento de despesas educacionais.

O investidor acumula recursos até a data escolhida e, posteriormente, recebe pagamentos mensais corrigidos pela inflação por cinco anos.

O produto foi desenvolvido para auxiliar no custeio de despesas relacionadas à educação, como mensalidades, cursos e outras formações.

Tributação e custos

Os investimentos no Tesouro Direto estão sujeitos à cobrança de Imposto de Renda sobre os rendimentos. A tributação segue tabela regressiva, com alíquotas menores para aplicações mantidas por mais tempo.

Também pode haver cobrança de taxa de custódia da B3, responsável pela guarda dos títulos.

As aplicações podem ser feitas pelo site ou aplicativo do Tesouro Direto, além das plataformas de instituições financeiras habilitadas.

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