O Brasil aparece entre os países com maior participação de trabalhadores no setor público em rankings internacionais que comparam o tamanho do Estado no mercado de trabalho. O levantamento reúne dados de diferentes instituições, como a OCDE, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Banco Mundial, o FMI, além de estatísticas do Eurostat e dados do IBGE. As bases usam critérios diferentes para definir emprego público, o que afeta a comparação entre países.
No Brasil, o setor público reúne cerca de 11 a 12 milhões de trabalhadores, somando União, estados e municípios, além de administração direta e indireta. Na França, são cerca de 5,5 a 6 milhões; na Alemanha, 5 a 5,5 milhões; no Reino Unido, 6 a 6,5 milhões; na Itália, 3,5 a 4 milhões; na Espanha, 3 a 3,5 milhões; e no Canadá, cerca de 3 a 3,5 milhões.
Nos países nórdicos, os números absolutos são menores: a Suécia tem cerca de 1,3 a 1,5 milhão de trabalhadores no setor público; a Noruega, 0,9 a 1 milhão; a Dinamarca, 0,9 a 1 milhão; e a Finlândia, 0,7 a 0,8 milhão.
Nos Estados Unidos, o setor público soma cerca de 22 milhões de trabalhadores, incluindo níveis federal, estadual e local, mas com menor participação proporcional em relação ao total de ocupados.
As diferenças entre países ocorrem porque os levantamentos usam definições distintas de emprego público. Em alguns casos, entram apenas servidores da administração direta; em outros, também são incluídas estatais, militares e trabalhadores terceirizados ligados ao setor público.
Em comparações proporcionais, o Brasil aparece em posição elevada em parte dos indicadores, especialmente quando analisado em relação a países fora da OCDE. Já em recortes mais amplos, países europeus com maior presença do Estado no bem-estar social aparecem com participação superior.
Essas variações mostram que não há um ranking único sobre o tema. A posição do Brasil depende do critério utilizado em cada base de dados e do tipo de vínculo considerado como emprego público.