O mercado de trabalho formal brasileiro registrou saldo positivo de 228.208 vagas em março de 2026, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No período, foram registradas 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos.
O Novo Caged é o sistema que registra admissões e demissões de trabalhadores com carteira assinada no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O saldo mensal corresponde à diferença entre contratações e desligamentos no período.
Com o resultado de março, o país acumulou 613.373 novas vagas formais no primeiro trimestre de 2026. No acumulado de 12 meses até março, o saldo foi de 1.211.455 empregos formais.
O estoque de vínculos ativos, que representa o total de empregos formais existentes no país, chegou a 49.082.634 em março de 2026. O número representa aumento de 2,6% em relação a março de 2025.
Setores
Por setores econômicos, o segmento de Serviços registrou saldo de 152.391 vagas. A Construção teve saldo de 38.316 vagas, a Indústria registrou 28.336 vagas e o Comércio apresentou 27.267 vagas. A Agropecuária teve saldo negativo de 18.096 vagas.
O saldo negativo na Agropecuária é associado a variações sazonais do setor, com encerramento de ciclos produtivos em determinadas culturas.
No recorte regional, 24 das 27 unidades da Federação apresentaram saldo positivo. Os maiores saldos foram registrados em São Paulo (+67.876 vagas), Minas Gerais ( +38.845 vagas) e Rio de Janeiro (+23.914 vagas).
No recorte por faixa etária, trabalhadores de até 24 anos responderam por mais de 72% das vagas criadas em março. Entre os níveis de escolaridade, a maior parte das admissões ocorreu entre trabalhadores com ensino médio completo.
O salário médio de admissão em março foi de R$ 2.350,83. O valor registrou variação de -0,7% em relação a fevereiro de 2026 e de +1,8% em relação a março de 2025.
O fluxo de admissões e desligamentos no mês reflete a movimentação do mercado formal em diferentes setores da economia, com distribuição entre atividades de serviços, indústria, comércio, construção e agropecuária.
Taxa de Desemprego
A taxa de desocupação no Brasil foi de 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, segundo a PNAD Contínua do IBGE. No período, a população desempregada foi estimada em 6,2 milhões de pessoas. O indicador recuou em relação ao mesmo período de 2025. A próxima divulgação da PNAD Contínua, com os dados do trimestre encerrado em março de 2026, está prevista para quinta-feira (30 de abril).