Pesquisa mensal do Procon-SP indica que as taxas de juros cobradas pelos principais bancos do país seguiram elevadas em maio de 2026, mantendo o crédito caro para o consumidor. O levantamento mostra estabilidade no cheque especial e alta moderada no empréstimo pessoal, em um cenário ainda influenciado pelos juros básicos elevados da economia.
O estudo acompanha seis grandes instituições financeiras — Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Banco Safra e Santander — e considera taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais. Os dados foram coletados em 5 de maio.
No cheque especial, a taxa média permaneceu em 8% ao mês, repetindo o patamar registrado nos meses anteriores. Em termos anuais, esse percentual equivale a 151,82%. Todos os bancos pesquisados mantiveram as mesmas taxas da pesquisa anterior, permanecendo no teto permitido pelo Banco Central desde 2020.
Já no empréstimo pessoal, a taxa média subiu para 8,59% ao mês, com acréscimo de 0,15 ponto percentual em relação a abril. Na taxa anual, os juros chegam a 168,73%. O maior aumento foi registrado pelo Bradesco, que elevou sua taxa de 8,49% para 9,50% ao mês. O Banco do Brasil reduziu levemente os juros, de 7,39% para 7,29% ao mês. Os demais bancos mantiveram os percentuais anteriores.
Entre as instituições pesquisadas, a menor taxa do empréstimo pessoal foi encontrada no Safra, com 7,25% ao mês, enquanto a maior foi a do Santander, com 9,99% ao mês.
Recomendações do Procon
Segundo o Procon-SP, “os juros continuam muito elevados” e os consumidores devem evitar decisões impulsivas diante das facilidades oferecidas pelas instituições financeiras, como crédito pré-aprovado e ampliação do limite do cheque especial.
O órgão também relaciona o cenário ao ambiente macroeconômico. Em abril, o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando os juros básicos em 14,50% ao ano. Apesar do corte, o patamar segue elevado e ainda limita reduções maiores no custo do crédito.
O Procon-SP reforça a orientação para que consumidores comparem taxas entre bancos, analisem o Custo Efetivo Total (CET) e priorizem o planejamento financeiro antes de contratar empréstimos. O órgão alerta ainda para o risco de endividamento provocado pelo uso contínuo do cheque especial, considerado uma das modalidades mais caras do mercado.


