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12, maio 2026
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Destaque

Juros bancários seguem elevados em maio, aponta Procon-SP

por Editor 12 de maio de 2026
escrito por Editor

Pesquisa mensal do Procon-SP indica que as taxas de juros cobradas pelos principais bancos do país seguiram elevadas em maio de 2026, mantendo o crédito caro para o consumidor. O levantamento mostra estabilidade no cheque especial e alta moderada no empréstimo pessoal, em um cenário ainda influenciado pelos juros básicos elevados da economia.

O estudo acompanha seis grandes instituições financeiras — Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Banco Safra e Santander — e considera taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais. Os dados foram coletados em 5 de maio.

No cheque especial, a taxa média permaneceu em 8% ao mês, repetindo o patamar registrado nos meses anteriores. Em termos anuais, esse percentual equivale a 151,82%. Todos os bancos pesquisados mantiveram as mesmas taxas da pesquisa anterior, permanecendo no teto permitido pelo Banco Central desde 2020.

Já no empréstimo pessoal, a taxa média subiu para 8,59% ao mês, com acréscimo de 0,15 ponto percentual em relação a abril. Na taxa anual, os juros chegam a 168,73%. O maior aumento foi registrado pelo Bradesco, que elevou sua taxa de 8,49% para 9,50% ao mês. O Banco do Brasil reduziu levemente os juros, de 7,39% para 7,29% ao mês. Os demais bancos mantiveram os percentuais anteriores.

Entre as instituições pesquisadas, a menor taxa do empréstimo pessoal foi encontrada no Safra, com 7,25% ao mês, enquanto a maior foi a do Santander, com 9,99% ao mês.

Recomendações do Procon

Segundo o Procon-SP, “os juros continuam muito elevados” e os consumidores devem evitar decisões impulsivas diante das facilidades oferecidas pelas instituições financeiras, como crédito pré-aprovado e ampliação do limite do cheque especial.

O órgão também relaciona o cenário ao ambiente macroeconômico. Em abril, o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando os juros básicos em 14,50% ao ano. Apesar do corte, o patamar segue elevado e ainda limita reduções maiores  no custo do crédito.

O Procon-SP reforça a orientação para que consumidores comparem taxas entre bancos, analisem o Custo Efetivo Total (CET) e priorizem o planejamento financeiro antes de contratar empréstimos. O órgão alerta ainda para o risco de endividamento provocado pelo uso contínuo do cheque especial, considerado uma das modalidades mais caras do mercado.

12 de maio de 2026
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Economia e Orçamento

Lula assina MP que põe fim à Taxa das Blusinhas

por Editor 12 de maio de 2026
escrito por Editor

O presidente Lula anunciou na terça-feira(12) o fim da chamada “Taxa das Blusinhas”, tributo federal de 20% aplicado sobre compras internacionais de até US$ 50 (R$ 250) em plataformas estrangeiras de comércio eletrônico. A medida será formalizada por meio de medida provisória e passará a valer já nesta quarta(13), após publicação no Diário Oficial da União. A cobrança havia sido criada em 2024 dentro das regras de tributação de importações de baixo valor, com incidência do imposto federal sobre remessas internacionais de pequeno valor. O governo informou que a revogação atinge apenas a parcela federal da cobrança, sem alterar as demais regras do sistema de importação. A medida depende de aprovação do Congresso Nacional.

Mudanças na entrada de pacotes

A mudança impacta o fluxo de encomendas internacionais e o modelo de tributação aplicado na entrada de pequenos pacotes no país. Operações de fiscalização aduaneira e registro de remessas seguem realizadas por sistemas integrados de controle. Plataformas de comércio eletrônico e operadores logísticos ajustam processos de declaração e rastreio. Ajustes operacionais seguem em andamento nos sistemas.

Inflação atinge 4,39% em 12 meses

Inflação atinge 4,39% em 12 meses
Tributo de 20% era aplicado sobre compras internacionaisCrédito: Ilustração/Imagem gerada por IA

A inflação oficial do país desacelerou para 0,67% em abril, após marcar 0,88% em março, informou o IBGE. Apesar da redução no ritmo, os preços dos alimentos e dos medicamentos seguiram pressionando o bolso dos brasileiros. No acumulado do ano, o IPCA soma alta de 2,60%, enquanto, em 12 meses, chegou a 4,39%. O grupo Alimentação e Bebidas teve alta de 1,34%, puxado principalmente pela cenoura, leite longa vida, cebola, tomate e carnes. Já os produtos farmacêuticos subiram 1,77% após o reajuste autorizado nos medicamentos. A gasolina também subiu 1,86 no mês.

Produtos farmacêuticos subiram 1,77%

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) autorizou o reajuste anual dos remédios em 2026, com teto de até 3,81%, conforme o nível de concorrência do produto. Os novos preços valem desde 31/março. Segundo a Anvisa, o aumento não é automático e funciona como limite máximo para farmacêuticas e farmácias. O reajuste médio ficou em 2,47%, o menor registrado em quase 20 anos.

FGTS para armas I

A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou um projeto que autoriza trabalhadores a usarem recursos do FGTS para comprar armas de fogo e munições. A proposta, do deputado Marcos Pollon (PL-MS) prevê saque anual no mês de aniversário do trabalhador, mediante comprovação legal para aquisição da arma.

FGTS para armas II

O projeto agora segue para análise da Comissão de Finanças e Tributação e da Comissão de Constituição e Justiça. Depois, pode ser votado em plenário e encaminhado ao Senado, onde continuará a tramitação no processo legislativo. O texto ainda dependerá de sanção após aprovação final nas duas Casas do Congresso.

Chaves pix vazadas

O Banco Central informou na terça-feira(12) o vazamento de dados cadastrais ligados a chaves Pix sob responsabilidade da Credifit Sociedade de Crédito Direto S.A. Segundo o BC, não foram expostos senhas, saldos ou informações bancárias sigilosas. Clientes afetados serão avisados pelo app ou internet banking.

Dinheiro na conta I

A Minerva, uma das maiores exportadoras de carne bovina da América do Sul, paga nesta quarta-feira(13) dividendos de R$ 0,03 por ação. Terão direito os acionistas com posição em 28 de abril de 2026, conforme a data de corte definida pela companhia para a distribuição dos proventos.

Dinheiro na conta II

A Grendene, fabricante de calçados das marcas Melissa, Rider e Ipanema, também paga nesta quarta(13) Juros Sobre Capital Próprio (JCP) de R$ 0,09 por ação. Terão direito os acionistas com posição em 23 de abril de 2026, conforme a data de corte definida pela companhia, que registrou lucro líquido de R$ 102,1 milhões no primeiro tri de 2026.

Dinheiro na conta III

A Bicicletas Monark, uma das empresas mais tradicionais do setor de bicicletas no Brasil, que opera em Indaiatuba/SP, aprovou o pagamento de dividendos de R$ 10,05 por ação. Terão direito os acionistas que estavam posicionados na data-com de 30 de abril de 2026. O pagamento será realizado em 29 de junho.

12 de maio de 2026
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Política e Gestão

STF reforça “vedação absoluta” a penduricalhos no Judiciário

por Editor 11 de maio de 2026
escrito por Editor

Decisões do Supremo e ações da Corregedoria do CNJ ampliam controle sobre pagamentos acima do teto salarial e determinam auditorias em tribunais estaduais

11 de maio de 2026
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Economia e Orçamento

Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de 9,9% em 2026

por Editor 10 de maio de 2026
escrito por Editor

Os planos de saúde coletivos registraram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados na sexta-feira (8) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Apesar de representar a menor alta em cinco anos, o índice permanece acima da inflação oficial do país.

Os números consideram os reajustes aplicados pelas operadoras entre janeiro e fevereiro deste ano nos contratos coletivos, modalidade voltada a empresas, empresários individuais e associações de classe.

A última vez em que os reajustes médios dos planos coletivos ficaram abaixo do percentual atual foi em 2021, quando houve aumento de 6,43%, período marcado pela pandemia de covid-19 e pela redução na utilização de consultas, exames e cirurgias eletivas.

Evolução dos reajustes

Segundo a ANS, os percentuais médios registrados nos últimos anos foram:

2016: 15,74%
2017: 14,24%
2018: 11,96%
2019: 10,55%
2020: 7,71%
2021: 6,43%
2022: 11,48%
2023: 14,13%
2024: 13,18%
2025: 10,76%
2026: 9,90%

Para efeito de comparação, a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulava 3,81% em fevereiro de 2026.

O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) costuma criticar reajustes acima da inflação. A ANS, porém, afirma que a comparação direta entre os dois índices não é adequada.

Segundo a agência reguladora, o cálculo dos reajustes considera fatores específicos do setor de saúde suplementar, como o aumento no custo de procedimentos médicos, medicamentos, exames e a frequência de utilização dos serviços pelos beneficiários.

Diferença entre planos coletivos e individuais

Nos planos coletivos, os reajustes são definidos por livre negociação entre a operadora e a pessoa jurídica contratante. Já nos planos individuais e familiares, o percentual máximo de aumento é estabelecido diretamente pela ANS.

A agência também informou que contratos coletivos com menos de 30 beneficiários recebem o mesmo índice de reajuste por operadora, mecanismo utilizado para reduzir distorções entre pequenos grupos.

Nos dois primeiros meses de 2026, os planos com 30 ou mais beneficiários tiveram reajuste médio de 8,71%. Já os contratos com até 29 usuários registraram aumento médio de 13,48%.

Segundo a ANS, 77% dos consumidores de planos coletivos estão em contratos com 30 ou mais vidas, como o setor classifica os beneficiários.

Setor registra lucro recorde

Dados mais recentes da agência, referentes a março de 2026, apontam que o Brasil possui cerca de 53 milhões de vínculos em planos de saúde, crescimento de 906 mil contratos em relação ao ano anterior.

A maior parte dos usuários está em planos coletivos, que representam 84% dos contratos ativos no país.

Ainda de acordo com a ANS, o setor de saúde suplementar registrou receita total de R$ 391,6 bilhões em 2025 e lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões, o maior já registrado.

Na prática, o resultado indica que as operadoras tiveram lucro médio de aproximadamente R$ 6,20 a cada R$ 100 arrecadados no período.

10 de maio de 2026
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Economia e Orçamento

Retirada da poupança soma R$ 41,7 bilhões até abril em cenário de endividamento recorde das famílias

por Editor 8 de maio de 2026
escrito por Editor

A caderneta de poupança registrou retirada líquida de R$ 41,7 bilhões entre janeiro e abril de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central. No período, os saques feitos pelos investidores superaram os depósitos realizados nas contas da aplicação.

O resultado mantém a sequência de perdas observada nos últimos anos. Apenas em março, último dado consolidado disponível, a retirada líquida somou R$ 11,1 bilhões. No mês, os depósitos chegaram a R$ 331,9 bilhões, enquanto os saques totalizaram R$ 343 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança ficaram em R$ 6,4 bilhões.

Os dados foram divulgados em meio ao aumento do endividamento das famílias brasileiras. Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostrou que 80,9% das famílias estavam endividadas em abril deste ano, maior percentual da série histórica iniciada pela entidade. A pesquisa considera dívidas como cartão de crédito, cheque especial, financiamento de veículos, crédito consignado e carnês.

A taxa básica de juros da economia, a Selic, está em 14,75% ao ano. Pela regra em vigor, a poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) quando os juros permanecem acima de 8,5% ao ano.

O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), modalidade ligada ao financiamento imobiliário, concentrou a maior parte das retiradas registradas neste ano. Entre janeiro e abril, o segmento acumulou saída líquida de R$ 39,6 bilhões. Já a poupança rural apresentou retirada líquida de R$ 2,1 bilhões no mesmo período.

Em março, o SBPE registrou depósitos de R$ 287,7 bilhões e saques de R$ 298,5 bilhões, gerando retirada líquida de R$ 10,8 bilhões. Na poupança rural, os depósitos somaram R$ 44,2 bilhões e os saques ficaram em R$ 44,5 bilhões, com saldo negativo de R$ 327 milhões.

Apesar das retiradas, o estoque total da caderneta segue próximo de R$ 1 trilhão. Os dados históricos do Banco Central mostram que a aplicação acumula perdas desde 2021. Naquele ano, a retirada líquida foi de R$ 35,5 bilhões. Em 2022, o saldo negativo chegou a R$ 103,2 bilhões. Em 2023, os saques superaram os depósitos em R$ 87,8 bilhões. Em 2024, a retirada líquida ficou em R$ 15,5 bilhões. Já em 2025, o saldo negativo voltou a crescer e atingiu R$ 85,6 bilhões.

Em 2020, durante a pandemia de Covid-19, a poupança registrou entrada líquida recorde de R$ 166,3 bilhões, maior captação anual da série histórica do Banco Central.

A próxima divulgação dos dados da poupança está prevista para o início de junho, com os números referentes ao mês de maio.

8 de maio de 2026
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Economia e Orçamento

Renda média mensal dos brasileiros chega a R$ 3.367 em 2025 e bate novo recorde

por Editor 8 de maio de 2026
escrito por Editor

O rendimento médio mensal real de todas as fontes da população no Brasil alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. O resultado representa um crescimento de 5,4% em relação a 2024 e consolida o quarto ano consecutivo de expansão. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (8/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O rendimento médio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.560 em 2025, alta de 5,7% em relação ao ano anterior, atingindo também o maior valor da série histórica. Em relação a 2019, o crescimento acumulado foi de 11,1%.

Do total de 212,7 milhões de pessoas residentes no Brasil em 2025, 67,2% possuíam algum tipo de rendimento, o equivalente a 143 milhões de pessoas. Esse percentual é superior ao observado em 2024 e representa o maior nível da série histórica da pesquisa. A Região Sul manteve a maior proporção de pessoas com rendimento (70,9%), enquanto Norte (60,6%) e Nordeste (64,4%) apresentaram os menores percentuais, apesar dos avanços registrados nos últimos anos.

O avanço relativo ao rendimento no país é ainda mais expressivo se comparado ao período pré-pandemia. O rendimento médio de todas as fontes, que abrange os rendimentos provenientes tanto do trabalho quanto de outras fontes, ficou 8,6% acima do registrado em 2019 e 12,8% superior ao observado em 2012. Após as perdas verificadas durante a pandemia de COVID-19, especialmente em 2020 e 2021, a recuperação iniciada em 2022 se manteve de forma consistente até 2025.

MASSA DE RENDIMENTO – A massa de rendimento mensal real de todos os trabalhos atingiu R$ 361,7 bilhões em 2025, o maior valor da série, com crescimento real de 7,5% frente a 2024 e de 23,5% em relação a 2019. Com o resultado do último ano, somam-se quatro anos consecutivos de crescimento da massa de rendimento do trabalho a taxas anuais superiores a 6,0%. Esse avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento do rendimento médio do trabalho, além da expansão da população ocupada com rendimento, que chegou a 101,6 milhões de pessoas.

Segundo o IBGE, os 10% da população brasileira com maior rendimento domiciliar per capita detinha, em 2025, 40,3% do total da massa de rendimentos domiciliares, parcela superior à que possuíam os 70% da população com os menores rendimentos. Os 10% da população com os maiores rendimentos receberam, em média, 13,8 vezes mais do que os 40% com os menores rendimentos.

OUTRAS FONTES – No que se refere às outras fontes de rendimento, aposentadorias e pensões seguiram como a principal categoria, alcançando 13,8% da população residente. Em 2025, 9,1% da população recebia rendimentos de programas sociais do governo, percentual que se manteve relativamente estável em relação a 2024, mas em patamar superior ao período anterior à pandemia. As regiões Nordeste (15,8%) e Norte (13,7%) tinham os maiores percentuais de pessoas com rendimentos de programas sociais.

APOSENTADORIA E PENSÃO – Dentre todas as categorias que compõem o rendimento de outras fontes, o item aposentadoria e pensão manteve-se como o de maior valor médio em 2025 (R$ 2.697), permanecendo próximo dos valores registrados em 2024 e 2019. O valor médio dos rendimentos de programas sociais do governo, incluindo programas das esferas federal, estadual e municipal, era de R$ 870 em 2025, similar ao valor observado em 2024 (R$ 875). Em relação a 2019 (R$ 508), o valor médio dos rendimentos de programas sociais do governo cresceu 71,3%.

RENDIMENTO DOMICILIAR PER CAPITA – O rendimento médio mensal real domiciliar per capita também atingiu valor recorde em 2025, ao chegar a R$ 2.264, com crescimento de 6,9% frente a 2024. Entre 2019 e 2025, a elevação acumulada foi de 18,9%. Em 2025, o rendimento de todos os trabalhos compunha 75,1% do rendimento médio mensal real domiciliar per capita, mantendo-se em patamar próximo do registrado no ano anterior.

Os 24,9% provenientes de outras fontes se dividiam em rendimentos de aposentadoria e pensão (16,4%), que correspondiam à maior parte, mas também em rendimentos de programas sociais do governo (3,5%), aluguel e arrendamento (2,1%), pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (0,9%) e outros rendimentos (2,0%).

A região Sul liderou o valor do rendimento médio domiciliar per capita no país: R$ 2.734. Em seguida aparecem as regiões Centro-Oeste (R$ 2.712), Sudeste (R$ 2.669), Nordeste (R$ 1.470 ) e Norte (R$1.558). Entre 2024 e 2025, a Região Centro-Oeste (11,3%) se destacou pelo crescimento do rendimento médio domiciliar per capita, ao passo que a Região Sul apresentou a menor variação (4,9%). Se comparado a 2019, as Regiões Norte (33,6%), Centro-Oeste (27,4%) e Nordeste (23,8%) apresentaram as maiores elevações do indicador, enquanto a Região Sudeste (14,1%), a menor.

TRABALHO – O rendimento proveniente do trabalho continuou sendo a principal fonte de renda da população brasileira. Em 2025, 47,8% dos residentes tinham rendimento habitual do trabalho, o que representa uma variação positiva de 0,7 ponto percentual (p.p.) em relação a 2024. Outros 27,1% recebiam rendimentos de outras fontes, como aposentadorias, pensões e programas sociais do governo, oscilando 0,6 p.p. frente ao ano anterior. O crescimento da população com rendimento do trabalho manteve a tendência observada desde 2021, ainda que em ritmo mais moderado do que nos anos imediatamente anteriores.

REGIÕES – As regiões Centro-Oeste (R$ 4.133), Sul (R$ 4.026) e Sudeste (R$ 3.958) registraram as maiores fontes de rendimento, com o Nordeste (R$ 2.475) e o Norte (R$ 2.777) vindo na sequência. Em relação ao ano de 2024, foi registrada elevação do rendimento habitual do trabalho em todas as regiões, com destaque para o Centro-Oeste (9,5%) e o Norte (8,1%). Na comparação com 2019, as maiores expansões também foram observadas nessas duas regiões, com crescimento de 19,5% na Centro-Oeste e de 19,8% na Norte. A região Sudeste (7,2%) foi a que apresentou a menor variação do rendimento médio do trabalho no período.

PROGRAMAS SOCIAIS – O rendimento médio mensal real domiciliar per capita nos domicílios que recebiam o Bolsa Família em 2025 foi de R$ 774, o que corresponde a menos de 30% do rendimento médio daqueles que não recebiam tal benefício, cujo valor foi de R$ 2.682. Para os domicílios que recebiam o BPC-LOAS, o rendimento médio domiciliar per capita foi de R$ 1.218 e, entre aqueles que recebiam outros programas sociais, o rendimento médio foi de R$ 948.

Considerando o total de domicílios que recebiam rendimento de algum programa social do governo, seja o Bolsa Família, o BPC-LOAS ou seja algum outro programa social, o rendimento médio domiciliar per capita foi de R$ 886, ao passo que aqueles que não eram abrangidos por programa social registraram um rendimento de R$ 2.787. Assim, os domicílios beneficiados por algum programa social do governo registraram, em média, um rendimento inferior a um terço do rendimento per capita dos domicílios não abrangidos por programas sociais.

*com informações da Secom

8 de maio de 2026
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Política e Gestão

Varejo testa escala 5×2 e enfrenta desafios para adaptar operação

por Editor 8 de maio de 2026
escrito por Editor

Grandes e médios varejistas brasileiros começaram a testar a escala de trabalho 5×2 — cinco dias de expediente e dois de descanso — e relatam ganhos na atração de funcionários, redução da rotatividade e diminuição de faltas. O movimento ocorre em meio ao debate no Congresso Nacional sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho no país.

Empresas como Supermercados Pague Menos, RD Saúde, dona das redes Droga Raia e Drogasil, e Savegnago já adotam experiências com o novo modelo em algumas unidades. Segundo executivos do setor, a possibilidade de dois dias de folga tem atraído mais candidatos em um momento de dificuldade para contratação no comércio.

Entidades do varejo afirmam que, após a pandemia, trabalhadores passaram a valorizar mais a flexibilidade e a qualidade de vida. A percepção é de que as novas gerações aceitam jornadas mais intensas ao longo do dia em troca de mais tempo livre durante a semana. Em muitos casos, os funcionários usam as folgas para estudar, descansar ou realizar trabalhos extras.

Além da retenção de mão de obra, empresas relatam redução de custos com vale-transporte, alimentação e afastamentos por acidentes de trajeto. Ainda assim, o modelo traz desafios operacionais, principalmente para pequenos negócios.

No comércio, a carga semanal atual é de até 44 horas. Para manter esse limite dentro da escala 5×2, a jornada diária sobe para cerca de 8 horas e 48 minutos. A reorganização das equipes exige escalas mais complexas e, em alguns casos, contratação de trabalhadores horistas para cobrir folgas e horários de pico.

Representantes de supermercados e shopping centers alertam que a mudança pode elevar despesas trabalhistas e pressionar pequenos lojistas. Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), estabelecimentos com apenas três a cinco funcionários precisariam ampliar equipes para garantir cobertura das operações, o que poderia elevar os custos em até 40%.

A discussão ganhou força no Congresso após a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovar a tramitação de propostas que reduzem a jornada semanal de 44 para 36 horas e alteram o regime de escalas. O governo federal, porém, defende um limite de 40 horas semanais sem definir um modelo único de jornada.

Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que uma redução para 40 horas semanais exigiria a abertura de cerca de 980 mil vagas para compensar a diminuição da carga horária. A entidade calcula impacto de R$ 357,5 bilhões sobre os setores de comércio e serviços.

Pesquisa Datafolha aponta que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1. O tema se tornou uma das principais pautas trabalhistas do governo Lula e deve continuar no centro do debate entre empresários, trabalhadores e parlamentares ao longo de 2026.

Com informações de Felipe Mendes e Sylvia Miguel da Folhapress

8 de maio de 2026
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Política e Gestão

Associações de bancos reagem à suspensão do consignado

por Editor 8 de maio de 2026
escrito por Editor

A Associação Brasileira de Bancos (ABBC), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a associação do setor financeiro Zetta, manifestaram preocupação com a decisão cautelar do TCU que suspendeu de forma abrupta as modalidades de crédito consignado do INSS. O segmento movimenta cerca de R$ 100 bilhões por ano e R$ 9 bilhões em descontos mensais, com 17 milhões de aposentados e pensionistas com operações ativas. A carteira reúne 65,4 milhões de contratos e R$ 283,9 bilhões, com taxa média de 1,82% ao mês. Pesquisa indica que 56% usam o crédito por necessidade imediata e 35% para quitar dívidas. As entidades afirmam que a medida atinge população vulnerável e restringe acesso ao crédito barato.

Entidades destacam autorregulação

As entidades destacam ainda avanços de autorregulação: 1.173 advertências, 899 suspensões, 130 correspondentes banidos e 14 agentes de crédito suspensos por 12 meses. As reclamações caíram de 1.710, em junho de 2025, para 623 em dezembro, recuo acima de 60%. Agora, ABBC, Febraban e Zetta pedem ao TCU a modulação da decisão para manter o consignado com reforço gradual de controles.

Perfil falso é derrubado pela Meta

Perfil falso é derrubado pela Meta
Simulação do perfil Dr Perito do INSS desativadoCrédito: Ilustração/Imagem gerada por IA

A Meta desativou o perfil “Dr.Perito do INSS”, no Instagram, após receber uma notificação extrajudicial da Advocacia-Geral da União (AGU). A página era utilizada para captar clientes para um escritório de advocacia previdenciária de maneira irregular. As condutas deste usuário configuravam fraude eletrônica, usurpação de função pública, falsificação de selo ou sinal público e falsa identidade. Além disso, o perfil não ia de acordo com os termos de uso do aplicativo, que proíbem utilização dos serviços para finalidades fraudulentas ou enganosas.

Outro perfil foi derrubado pela Meta

A notificação citou decisão do Supremo Tribunal Federal que permite responsabilizar as plataformas pelos conteúdos ilícitos publicados pelos seus usuários. A AGU também efetivou a derrubada do perfil e do Whatsapp Business do escritório de advocacia Samara Vieira, que eram utilizados para a captação de clientes. A notificação atendeu a pedido do Ministério da Previdência Social.

INSS Empresa I

A ferramenta INSS Empresa começa a funcionar a partir do dia 15 de maio. Ela permite que empresas consultem os afastamentos de empregados durante o vínculo empregatício. Com interface mais simples e aqmigável, a plataforma oferecerá dados desde 2019, em tempo real e com atualizações imediatas.

INSS Empresa II

O acesso será feito por meio de autenticação da conta gov.br com certificado digital de pessoa jurídica. Além disso, o responsável pela empresa poderá autorizar representantes para visualizar as informações do sistema, desde que tenham conta gov.br nível prata ou ouro. A plataforma reunirá dados sobre trabalhadores.

Parcela Opção I

A 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região rejeitou por unanimidade o recurso da União e manteve decisão favorável a aposentados ligados ao Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário e do MPU no DF. A ação trata da Parcela Opção, vantagem paga a servidores que exerceram cargos de chefia ou funções comissionadas.

Parcela Opção II

A decisão anula os efeitos do Acórdão 1.599/2019 do TCU, que havia barrado o pagamento da Parcela Opção para quem cumpriu os requisitos de aposentadoria após a Emenda Constitucional 20, publicada em dezembro de 1998. O entendimento do tribunal beneficia servidores aposentados que recebiam a vantagem incorporada aos vencimentos.

Desvios I

A Força-Tarefa Previdenciária deflagrou a Operação Falsa Matriz para combater fraudes relacionadas ao roubo de aposentadorias por meio do uso de documentos falsos. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Alagoas e em São Paulo, em endereços ligados aos principais suspeitos investigados.

Desvios II

Segundo a investigação, foram utilizadas procurações e atestados médicos falsos para sacar valores retroativos de benefícios previdenciários e desviar parcelas da aposentadoria da vítima. De acordo com a Cordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), o prejuízo ultrapassa R$ 50 mil.

8 de maio de 2026
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Política e Gestão

24 milhões de pessoas ainda não fizeram a declaração do IR

por Editor 8 de maio de 2026
escrito por Editor

Faltando poucas semanas para o encerramento do prazo do Imposto de Renda 2026, cerca de 24 milhões de trabalhadores ainda não enviaram a declaração à Receita Federal. Segundo dados divulgados pelo órgão, mais de 20,3 milhões de documentos haviam sido entregues até a manhã desta quarta-feira (7), o que representa 46,1% do total esperado de 44 milhões de declarações neste ano. O prazo para envio termina em 30 de maio. Quem perder a data estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido. A Receita recomenda que os contribuintes evitem deixar a entrega para os últimos dias, quando há maior risco de lentidão no sistema e aumento na procura pela plataforma de envio.

Voos cancelados

Companhias aéreas em todo o mundo cortaram até 2 milhões de assentos e cancelaram milhares de voos no mês de maio. Algumas tem adotado aeronaves menores, segundo dados da Cirium divulgados pelo jornal Financial Times. O motivo é o aumento do preço do combustível de aviação, provocado pela guerra no Oriente Médio.

IPhone com lance mínimo de R$ 922

A Receita Federal abriu novos leilões eletrônicos de mercadorias apreendidas, com envio de propostas durante o mês de maio e sessões de lances em datas diferentes conforme o edital. Os lotes incluem iPhones, notebooks, videogames, joias, carros e caminhões, com preços iniciais entre R$ 50 e mais de R$ 1,2 milhão. Há casos de iPhone com lance mínimo de R$ 922 e lotes de eletrônicos a partir de R$ 100. Para participar, é preciso acessar o Sistema de Leilão da Receita.

30% dos MEIs do país estão no CadÚnico

30% dos MEIs do país estão no CadÚnico
2,6 milhões abriram o CNPJ após aderirem ao CadÚnicoCrédito: Ilustração/Imagem gerada por IA

Quase 30% dos microempreendedores individuais (MEIs) do país estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), segundo levantamento do Sebrae e do Ministério do Desenvolvimento Social. Isso representa 4,6 milhões de MEIs entre os 16,6 milhões existentes no Brasil. A pesquisa aponta que 2,6 milhões abriram o CNPJ após aderirem ao CadÚnico, indicando que programas sociais têm estimulado a busca por autonomia financeira. O setor de serviços concentra a maioria dos empreendedores cadastrados, com 54% do total. Na sequência aparecem comércio (26%) e indústria (10%).

Fiscalização I

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) identificou irregularidades em fiscalizações realizadas entre 20 e 30 de abril em 13 estados. Em Minas Gerais, houve oito autos de infração, três interdições e apreensão de 24 mil litros de combustíveis. Em Santa Catarina, 142,2 mil litros de óleo lubrificante foram apreendidos.

Fiscalização II

No Pará, a ANP interditou um estabelecimento sem autorização para operar e apreendeu 9,6 mil litros de gasolina e 2,7 mil litros de diesel. Também foram registrados casos de destinação irregular de combustíveis e falhas em documentação e equipamentos durante as ações de fiscalização.

Conferência Anual do Banco Central

O Banco Central realizará, entre 13 e 15 de maio, a Conferência Anual do Banco Central, em Brasília. O evento reunirá especialistas e pesquisadores para debater temas como macroeconomia, estabilidade financeira, inovação financeira e sustentabilidade. A edição de 2026 terá como palestrante principal Gabriel Chodorow-Reich, da Universidade de Harvard.

Dinheiro na conta I

A Embraer, uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo, aprovou o pagamento de R$ 7,6 mi em dividendos, equivalentes a R$ 0,01 por ação. Terão direito os acionistas com posição em 11/maio (data-com). O pagamento será em 20/maio. A empresa registrou carteira de pedidos recorde de US$32,1 bilhões(R$ 168 bi), alta de 22%.

Dinheiro na conta II

A Gerdau, uma das maiores produtoras de aço das Américas, aprovou o pagamento de R$ 354,1 milhões em dividendos aos acionistas, equivalentes a R$ 0,18 por ação. Terão direito os investidores com posição em 13 de maio (data-com). O pagamento dos proventos será realizado em 9 de junho de 2026.

Dinheiro na conta III

A Neoenergia, uma das maiores companhias do setor elétrico brasileiro, aprovou o pagamento de R$ 700 milhões em juros sobre capital próprio (JCP). Terão direito os acionistas com posição em 19 de maio (data-com). O pagamento dos proventos será realizado até dezembro de 2026, conforme cronograma da companhia.

8 de maio de 2026
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Economia e Orçamento

STF analisa “revisão da vida toda” para aposentados do INSS

por Editor 7 de maio de 2026
escrito por Editor

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli votou nesta semana, em julgamento virtual, a favor de permitir a chamada “revisão da vida toda” do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em casos específicos. Se aprovada, a proposta vale para aposentados que entraram com ação na Justiça entre 16 de dezembro de 2019 e 5 de abril de 2024, período em que houve mudanças de entendimento sobre o tema nos tribunais.

O julgamento ocorre na ação 2.111, que trata do fator previdenciário e também foi usada como base para decisões que levaram à derrubada da revisão da vida toda no Supremo. O voto de Toffoli diverge da posição que ele mesmo havia adotado em 2024, quando se manifestou contra a tese.

No voto, o ministro defende que aposentados que buscaram a Justiça naquele intervalo devem ter o direito analisado conforme o entendimento que existia na época. Ele argumenta que houve “quebra de confiança” em relação às decisões anteriores do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do próprio STF, que em 2022 chegaram a admitir a revisão.

A revisão da vida toda é uma ação em que aposentados pedem que o cálculo do benefício leve em conta todas as contribuições feitas ao longo da vida, inclusive as realizadas antes do Plano Real. Em alguns casos, isso pode alterar o valor da aposentadoria.

O relator do caso, ministro Kassio Nunes Marques, votou contra o pedido. Ele afirmou que o recurso não traz novos argumentos e busca reverter uma decisão já tomada pelo STF, que considerou a revisão inviável. Segundo o relator, não é possível reabrir a discussão nesta fase do processo.

O entendimento foi acompanhado por outros ministros, entre eles Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Com esses votos, a votação parcial está 4 a 1 contra o recurso, com apenas o posicionamento de Toffoli favorável à tese em situações específicas.

O julgamento ainda não foi concluído. Ele ocorre em plenário virtual e não tem data definida para encerramento. O tema pode voltar a ser analisado dentro do próprio andamento do julgamento, conforme a liberação de votos e eventual conclusão das etapas em discussão no Supremo.

A tese da revisão já teve diferentes decisões no STF. Em 2022, foi aceita pela maioria dos ministros. Em março de 2024, o tribunal passou a impedir sua aplicação ao julgar ações relacionadas ao fator previdenciário. Em novembro de 2025, o Supremo confirmou a derrubada da tese por 8 votos a 3.

Segundo o advogado João Badardi, do Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev), a aplicação defendida por Toffoli seria restrita a casos específicos. Ele afirma: “Tem muita gente que não tinha direito e entrou com o processo. Muitas pessoas, muitas vezes por erro de cálculo, com cálculos que não vão subir o valor do benefício. São as exceções que têm o direito”.

Com informações da Folhapress

7 de maio de 2026
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